quarta-feira, julho 07, 2010

Imagens Very Crazy 2




Maradona é que sabe usar essa porra aí!





Três Homens em Conflito novamente



Com a saída do Jon Alex, este era o único modo que seria justo comemorar.

Associações criminosas!

Faltam alguns, mas quem liga? Eles continuam sendo os heróis do povo....

Imagem retirada da CNN, que deve ter tirado de algum outro lugar,

terça-feira, julho 06, 2010

Bolsa palhaço

Tinha esquecido, fomos presenteados com o nosso clown card, pelo blog irmão Tô vendo tudo. Adquira já o seu!

A propósito, quanto nos custou a ida, permanência e volta da seleção á copa????

Fundação Thiago Gonzaga

            O que tem é gente querendo estar em evidência.Por jogar bola, por tocar pandeiro, por mostrar bunda em rampa, por que é bonito e tá na moda. A mídia adora dar destaque pra este tipo de gente, independente do quão vazios são.Do quão possam estar envolvidos em situações ilícitas, como associação ao tráfico, assassinato e outras merdas mais. Eles tem programas como o do Faustão que dão um jeito na imagem deles, então tudo bem. Mas e aí, pessoas que fazem diferença, que salvam vidas, que são agentes de transformação...
         É mais fácil ver Preta Gil no Programa do Jô que esta senhora que muito respeito e admiro, mesmo sem conhecê-la pessoalmente, Sra. Diza Gonzaga. Quem é e por que o é, em um breve relato:

        
A Fundação Thiago de Moraes Gonzaga foi criada em 13 de maio de 1996, pelo casal Régis e Diza Gonzaga, pais de Thiago.  A data foi escolhida por ser o dia de seu aniversário.

Thiago nasceu em um domingo, Dia das Mães e havia completado 18 anos uma semana antes da madrugada fria de 20 de maio de 1995, quando o carro em que estava de carona, chocou-se contra um container colocado irregularmente na rua, em Porto Alegre (RS).



A manifestação de Diza, mãe de Thiago e presidente da Fundação, resume o objetivo da entidade: “O que aconteceu comigo e com o Régis, enquanto pais, não é nenhuma novidade. Isso está acontecendo diariamente, e temos lido e ouvido muitos relatos sobres estas perdas. Mas apesar de sentir que esta dor não diminuirá nunca, e que só vamos aprender a conviver com ela, acho que a morte do meu lindo Thiago não pode ser apenas mais uma. Isso é vaidade? Não sei. O que sei é que preciso fazer algo, deixar algo para que essa perda produza ganhos, pois admitir que apenas acabou, não consigo. O Programa VIDA URGENTE não salvará o mundo, sabemos, mas se apenas um jovem com acesso a campanha deixar de se sentir babaca por agir com bom senso na direção de um carro ou mudar seu comportamento a partir da reflexão que propomos, já teremos alcançado nosso objetivo.”

A Fundação Thiago de Moraes Gonzaga é responsável pelo Programa VIDA URGENTE e tem como missão mobilizar a sociedade para uma mudança de cultura, através de ações educativas e culturais, com o objetivo de valorizar e preservar a VIDA.


            Uma lamentável perda transforma-se em combustível para um ideal maior. Só os grandes conseguem isso. Mais informações sobre a fundação aqui

Pedofilia, denuncie

segunda-feira, julho 05, 2010

A melhor banda de todos os tempo da ultima semana

Vale a pena conferir.

http://www.myspace.com/bandanovelty

Videos ao vivo (ou quase morto)


Minha Noite de Sexta-Feira (Segundo Testemunhas Oculares)

Fui acordado por um tapa na cabeça. Não era um tapa amigável. Não era nem ao menos o tipo de tapa que te pague um jantar e flores antes de te estapear. Era um tapa violentador de cabeças. E a vítima era minha nuca.

Movi minhas mãos de forma limitada, reconhecendo as familiares algemas prendendo meus pulsos atrás da cadeira na qual me sentava. Olhei para o dono do tapa agressor, me perguntando se eu poderia processá-lo por danos morais. Desisti da idéia: Era um policial, e não uma mulher que gosta de ser “Dura”.

– Bom dia senhor Biancardine.
– Não me chame de senhor. – O policial fitou-me com raiva.
– E por que não deveria?
– Faz eu me sentir velho.
– Senhor...
– Quero dizer, eu sei que tenho um pouco de cara de velho, cabelos brancos, etc... mas eu não sou velho!
– Cale a boca! – O policial me interrompeu, sendo rude como a maioria dos policiais que eu conhecia.
– Pelo menos se desculpe pelo tapa que você deu na minha cabeça. Foi rude, e eu me senti violentado. – Ele piscou duas vezes, não acreditando no que eu tinha acabado de falar.
– C... Como?
– Bem, você sabe. Eu não te dei permissão para me estapear. Não foi consensual. Foi um estupro de tapas. – O policial levou a mão à face, balançando a cabeça.

A porta abriu com um estouro. Por ela entrou caindo uma mulher desajeitada, que também usava um uniforme policial, o que era uma pena, pois ela era bem agradável aos olhos. Ela se levantou, se desculpando. Ela parecia mais amigável e disposta a engolir minhas idiotices, então eu me concentrei em conversar com ela.

– Senhor Biancardine...
– O que eu disse sobre me chamar de senhor?
– SENHOR Biancardine, esta é minha parceira, Lúcia.
– Olá, Lúcia – Eu esbocei um sorriso na escuridão da sala de interrogação.
– Boa tarde, boa tarde.
– Espere! Já é de tarde?
– Sim, são quatro e meia da tarde.
– Huh – Eu cocei meu queixo, pensativo – Meu editor irá à loucura tentando me encontrar então.
– Você quer ligar para ele? Nós te damos quinze minutos – Lúcia ofereceu, obviamente sendo a policial amigável da dupla.
– Não, não. É divertido aterrorizar o Paulo.
– Bem, Sr. Biancardine, há uma boa chance de que o seu editor esteja morto.

Um silêncio tomou conta do quarto. Lúcia colocava objetos na mesa, com certo medo de tocar em alguns. Era compreensível. Metade dos objetos que eu possuo são mandados para serem queimados depois que eu me desfaço deles.

– Como... Como que ele morreu?
– Com isso – Ele levantou um pedaço particularmente grande de algodão doce, que parecia suculento.
– Ah. Então ele morreu de forma honrosa... Tendo um ataque cardíaco?
– Não. A máquina de algodão doce que o Senhor Roubou de uma feira explodiu no seu escritório, segundo quinze testemunhas. A explosão matou metade de seus colegas de trabalho, e machucou severamente os colunistas e seu editor, que estão num hospital.
– Ufa! Ainda bem. – O policial que ainda não me disse seu nome me olhou torto.
– Bem – Eu expliquei – É que o Paulo sempre quis morrer... Sendo explodido por algodão doce.
– Mas e a hiena que você mantinha numa jaula embaixo do escritório de um tal de “Sandro”?
– Bem, em minha defesa, o Sandro sempre ficava rindo de tudo, então ele nunca percebeu a hiena que eu mantive embaixo da cadeira dele por um ano.
– Sim, Sr. Biancardine, esse é o problema. Você manteve um animal ilegal embaixo da cadeira do seu colega, sem comida e sem água. É um milagre que ela tenha sobrevivido por dois anos.
– Só se você chama os hábitos alimentares do Sandro um “Milagre”. – Eu sorri, tentando ser o mais charmoso quanto possível. Aparentemente não funcionou, mas eu consegui improvisar uma piscadela para Lúcia, que anotava tudo veemente.
– Senhor Biancardine... – Ele continuou, ficando sem paciência. Meu estômago roncava – Quando a máquina de algodão doce explodiu – Ei, o algodão ainda estava em cima da mesa. Será que eu conseguia comê-lo sem o policial perceber? Bem, se não tentasse, eu nunca iria descobrir – A gaiola da hiena se soltou. E ela, faminta, começou a devorar os seus colegas e... Afinal, mas que merda o senhor está fazendo?! – Ele interrompeu seu discurso quando me viu debruçado sobre a mesa, comendo o algodão doce.
– Eu estou com fome.
– Escute. A sua hiena devorou oito pessoas antes que pudéssemos prendê-la.
– Hey, ela nunca foi minha. Era do Sandro. Prendam ele.
– Ele está no hospital. A hiena lacerou severamente a genitália dele. – Nesse momento, eu caí da cadeira rindo.
– Ah! Uau! Que... Uau! Genial. Genial. Simplesmente genial... – Eu disse, enxugando as lágrimas de tanto rir. – A ironia é uma coisa cruel, não é, oficial... Bochechas?
– Bochechas?
– Você nunca me disse seu nome, então eu estou inventando um para você.
– Meu nome é Hugo.
– Tarde demais, Bochechas.
– Ugh. Dane-se. Senhor Biancardine, não só você explodiu boa parte do prédio aonde você trabalhava, como também sua hiena devorou oito pessoas. Uma delas sendo um dos políticos mais respeitados da região.
– Espere, vocês me trouxeram aqui para me parabenizar?
– Não! Suas ofensas são muito sérias, senhor Biancardine. E o que você tem a me dizer disto? – Ele levantou um... Quadrado. Parecia pesado, e era preto.
– O que diabos é isso, Bochechas?
– Pare de me chamar de Bochechas. Isto é o objeto que você, e eu cito de uma de nossas testemunhas, “Usou para matar a hiena que estava mastigando o corpo de uma mulher, e então usou a pele da hiena como cinzeiro. Depois disso, ele perguntou se a mulher gostaria de ‘Ir dançar com ele e o Jaguar nas suas costas’. A mulher correu, e o homem começou a xingá-la, jogando a pele de hiena coberta com algodão doce no esgoto.
– Como vocês podem saber que era eu?
– “O homem tinha mais ou menos um metro e meio de altura, cabelos castanhos, com algumas mechas destoadas, usava uma jaqueta de couro com uma camisa do Pink Floyd, e uma calça Jeans levemente rasgada.
– Ainda não estou convencido – Eu retruquei, cobrindo minha camisa do Pink Floyd o melhor que podia enquanto algemado.
– “Então ele bebeu uma garrafa de Jack Daniels enquanto perguntava se alguma mulher gostaria de ‘Aprender como que se fazem as coisas na estrada.”
– Ok, era eu. Mas eu nego todo o resto!
– Escute aqui, seu pedaço de... Escute. Você matou várias pessoas, traficou uma hiena, foi cruel com tal hiena, e ainda por cima expôs-se para diversas mulheres. O que você tem a dizer em sua defesa?
– Eu só quero um pouco de algodão doce, estou morto de fome... – O Bochechas atirou o quadrado preto na minha testa. Eu estava certo, ele era pesado.
– Esqueça a porra do algodão doce! Você vai passar anos na cadeia, seu degenerado!
– Mas... Eu sou jornalista!
– Jornalista? – Bochechas e Lúcia trocaram olhares, preocupados – De qual... Jornal?
– Nave da Loucura. Eu sou um colunista e escrevo crônicas de comédia.
– Ah. Bem, senhor Biancardine, porque nós não esquecemos esse episódio, e você vai escrever bem sobre a gente?
– Com uma condição – Eu aproveitei a oportunidade, claro –: Eu quero esse algodão doce. Ah, e se puder me dar o telefone da Lúcia ali, eu ficarei muito agradecido. – Eu pisquei para ela, que retribuiu a piscada. Sorte a minha, acho.
– Eh... – O Bochechas levou uma das mãos à face, não acreditando no que iria fazer. – Tudo bem. Aqui o algodão doce. Vou tirar suas algemas... – Ele tirou minhas algemas – E você está livre para ir embora.
– Hey, se importa se eu ficar com as algemas? Eu conheço uma amiga que irá adorá-las.
– VÁ DE UMA VEZ! – Eu considerei isso como um sim, e saí correndo.

domingo, julho 04, 2010

Conto de fadas da seleção Brasileira ...

Conto de fadas...

Era uma vez, 11 Sonecas, 1 Dunga e 190 Milhões de Zangados !!!

Duas balas se chocando no ar?

Assim, por acaso mesmo, seria uma chance em um bilhão (não sei baseado em quais fatores, mas tava escrito no post original). Aconteceu na Rússia, em 1854, as fotos:

Russian bullet



Russian bullet 2
Russian bullet 3
Russian bullet 4
Russian bullet 5

sábado, julho 03, 2010

Estando sozinho,...

Interaja consigo mesmo!




Você sabia que:

Você sabia que:

1 - 68% das crianças que frequentam a chamada CRECHE da LBV pagam taxas de manutenção mensal como em qualquer outra instituição particular..?

2 - As famílias que pagam para terem seus filhos por lá, também são induzidas a pagar outra taxa para supostamente manter outras crianças supostamente carentes e que também pagam...?

3 - 19% das crianças que frequentam a creche da LBV são filhos de funcionários (conquista legal que todas as empresas são obrigadas a manter)...?

4 - Apenas 13 % das crianças que frequentam a Creche da LBV são realmente carentes e não pagam taxas de manutenção, mas que são mostradas na TV da LBV como se fossem 100% delas...?

5 - 78% dos funcionários que trabalham na LBV são voluntários, sem nenhum vínculo empregatício (trabalham de graça para o Sr. José de Paiva Neto) a troco de sanduíche e para "lavar a alma" e se sentirem "bem com Deus", segundo essa instituição as induzem...?

6 - 31% das arrecadações da caridade da LBV são convertidas em patrimônios imobiliários através de compra de fazendas, construções de imóveis luxuosos, paredes de mármore, vidros fumê importados, encanamentos de metal nobre, transformando-se em patrimônios riquíssimos e convertíveis em dólares a qualquer momento de crise institucional...?
7 - 46% das arrecadações da caridade da LBV são destinadas a auto-propaganda na mídia televisiva para dar "glórias eternas" ao seu presidente...?

O autor do texto foi o Tô vendo tudo, então processem ele ! E isto me lembrou conversa real e recente, esta semana ainda. Telefone tocou, eu apavorado com serviço atrasado, atendi, a pessoa pediu pelo responsável pela  casa, era eu mesmo. Aí começou a lenga lenga padrão, clichê, dos coitadinhos e desvalidos blábláblá...Aí eu disse: Pára tudo. ligou pra pessoa errada. Tens que ligar pra alguém do governo, pois ano após ano sou aliviado de boa parte dos meus rendimentos exatamente por estes motivos aí. Saude, educação, moradia, emprego, segurança, etc e tal. Então, já ajudei, me liga de novo apenas pra dizer muito obrigado. Se fosse pra doar algum valor pra esterilização em periferias...

sexta-feira, julho 02, 2010

Então o Brasil Perdeu a Copa: Opções Além de Seppuku

50% do Brasil chorou quando o Brasil perdeu a Copa. 25% xingou o Dunga. 10% ganhou algum dinheiro, e o resto estava bêbado demais para se importar de qualquer forma.

Se você está lendo isso com raiva de mim, caro leitor, não fique chateado. Abaixe a espada samurai. Vamos conversar.

Então o Brasil Perdeu a Copa
Opções Além de Seppuku

Primeiro de tudo, é importante salientar que é apenas uma droga de jogo. Você não perdeu nada, o brasil não foi humilhado nacionalmente, nada. Tudo que ocorreu é que sua alienação de coisas importantes na sociedade acabou mais cedo, só isso.

E não, o juíz não roubou. Não, o jogo não foi arranjado. E não, eu não vou te ajudar a montar uma milícia para invadir a África e obrigar o comitê a organizar outro jogo. Acontece, caro leitor. O Brasil perde. Faz parte. Mas é melhor ele perder na Copa do que perder, digamos, sua cultura, não é?

Pois é. Quando todo o resto falha, nós somos lembrados a nos concentrar em coisas importantes sobre o país, como eleições, a história, a cultura, etc. Quero dizer, sempre teremos grandes nomes nas artes, na literatura e na pintura para lembrarmos, não é?

Não que eu esteja dizendo que não seja uma pena. Eu fervorosamente queria que o Brasil ganhasse. E não deixe os R$4.000 que eu ganhei numa aposta lhe dizerem diferente. Eu sou brasileiro até o fim, e apoiava o Brasil firmemente.

Mas o problema, caro leitor, é que certas coisas recebem apoio demais. Tudo bem, a Copa é divertida, mas perdê-la, veja bem, não é o fim do mundo. E seja honesto. Compare o seu entusiasmo entre, digamos, a Copa do Mundo, e o fato de que Machado de Assis é reconhecido mundialmente como um mestre da literatura.

Mas o que nós fazemos com essa cultura que temos? Ah, claro. Nós fazemos coisas como "Rebolation", "Créu". Nós temos novelas que não são exatamente a mesma coisa, uma atrás da outra. Nós temos Malhação. E os livros? Bem, o brasileiro, em média, lê 1,8 livros por ano.

Realmente, não é à toa que o brasileiro considera a Copa do Mundo a coisa mais importante na qual o Brasil participa. Todo o resto foi completamente mandado à merda. Se você ainda quiser usar essa espada samurai, leitor, vá em frente. Eu não te impedirei.

quinta-feira, julho 01, 2010

A UNIBAN merece indenização!

     Hoje ocorreu a primeira audiência do caso da celebridade-relâmpago-do vestidinho-gostosa Geisy Arruda.Resumo, não vão pagar NADA. Isto, claro, em um primeiro momento. O entendimento óbvio de que ela se expõs e apenas ela lucrou com o episódio foi citado pelo advogado da instituição. Foram os alunos que promoveram a baderna, não a instituição. Ela foi expulsa por critérios da faculdade em relação a decoro e etiqueta. Indenização moral, filha? Seria interessante explanar teu conceito de moralidade. Parece que tem entendimento sobre postura e etiqueta, na medida em que foi vestida apropriadamente á audiência.Então, dada a repercussão da coisa, nada mais justo que pagar um percentual apropriado á instituição de ensino sobre todo o lucro que obteve por exercer seu direito de mostrar a genitália na rampa...
     A matéria do G1, abaixo:
O advogado Vicente Cascione, da Universidade Bandeirante (Uniban), descartou na tarde desta quinta-feira (1º) qualquer possibilidade de acordo com a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que move uma ação de danos morais contra a instituição de ensino. A declaração foi dada durante uma pausa na primeira audiência desse processo que acontece na 9ª Vara Cível do Fórum de São Bernardo do Campo, no ABC.
    Quando perguntado sobre a possibilidade de fazer um acordo com a ex-aluna, o advogado foi incisivo: “Não se faz um acordo com alguém que pede algo absolutamente descabido. Acho até que ela deveria pagar para a Uniban uma indenização pelos problemas que causou, como exposição que dava a impressão de que se tratava de uma instituição brutal”, afirmou.
   O advogado negou ainda que a instituição de ensino tenha tido alguma atitude omissa. “Ela teve uma atitude de autoexposição. Ela achou interessante o que estava acontecendo e isso ficou claro até com a palavra dela mesma”, disse.


Uniban não aceita acordo com Geisy

Advogado fala que estudante deveria pagar indenização para universidade.
Geisy Arruda quer R$ 1 milhão por danos morais, mas não descarta acordo.

Letícia Macedo Do G1 SP
geisy 
Geisy e o advogado chegam ao fórum na manhã
desta quinta-feira (Foto: Letícia Macedo/G1)


   Vicente Cascioni afirmou ainda que as agressões verbais registradas pelas imagens registradas por alunos e amplamente divulgadas pela internet não eram dirigidos à Geisy, mas a uma policial, que estava próximo às catracas.
   Geisy foi a primeira a ser ouvida. Até por volta das 14h30, foram ouvidos a amiga dela Paola Cristina Fernandes, o professor Rubens Fernando Soares, o ex-segurança da Uniban Eduardo Giaion. A imprensa não pode acompanhar os depoimentos. Durante a pausa na audiência, Geisy e seu advogado não conversaram com a imprensa.

Quando os Ratos se Apaixonam (A.K.A. "Eu não fazia idéia do que chamar esta porcaria")

Era noite. Tarde da noite. Ou poderia ser dia. Eu não sei, meus óculos escuros deixavam até mesmo o Sol parecendo a Lua. E eu nunca saio de casa sem óculos escuros... Pois eu nunca saio de casa sem uma ressaca. Era tarde da noite de Sábado (Eu acho), e eu fui ao escritório de meu editor, Sérgio, que tinha pedido minha presença com urgência.

Normalmente eu teria mandado ele ir se catar, mas minha intuição me dizia que era melhor eu comparecer. Minha intuição, e a viatura de polícia que estava estacionada em frente ao meu prédio havia meia hora. Eu toquei na porta do escritório. Primeiro duas vezes. Depois três. Então eu improvisei uma batida de "We Will Rock You".

A secretária dele abriu a porta, justamente quando eu estava no solo de guitarra. Entrei no escritório, sem dar bola para a expressão perplexada da mulher, que, momentos atrás, tinha visto um homem balançar as mãos fingindo estar tocando guitarra na chuva. Ou era dia claro? Eu não faço idéia.

- Então, Clarice...

- Beatriz - Ela corrigiu. Eu fitei-a, fazendo o melhor que podia para manter uma cara séria. A face dela parecia serena, calma. Parecia uma mulher que sofreu os tempos da vida, mas que não havia desistido ainda, que ainda tinha esperança. Seus olhos, no entanto, gritavam "Chocolícia!" como três hipopótamos treinados subitamente desempregados.

- Então, Clarice-Beatriz... Como vai o Sr. Sérgio?

- Ele está um pouco rabugento. Gritou comigo o dia inteiro. É um babaca. - Eu ri da observação dela. Ela não tinha experiência no emprego, mas já conhecia o Sérgio muito bem.

- Pois bem, eu vou fazer uma visita à ele. Acho melhor você ficar com isso até eu voltar - Eu a entreguei uma garrafa de whiskey que eu mantinha no bolso em casos de emergências. Ela olhou desconfiada para a garrafa, e em seguida tomou um longo gole. Eu não me importei muito. Nunca carregava Jack Daniels naquela garrafa, apenas uma marca de whiskey mais barata. A marca tinha gosto de cigarro usado.

Eu entrei no escritório do meu editor. Ele andava de um lado para outro, preocupado. Assim que eu entrei, ele pulou em cima da cadeira e pegou seu guarda-chuva, esperando um ataque. Ele era um editor de jornal, afinal de contas. Me sentei na cadeira, e comecei a comer uma noz que estava na mesa ao lado. Ela tinha um gosto extraordinário, como um Sauvignon 1977 bem conservado. Ou então chiclete de tuti-fruti.

- Victor! Estamos mortos! - Ele sentou na cadeira, exprimindo todo seu desespero, e suando como um porco. Que tipo de noz ele tinha comprado? Macadêmia?

- Ok, primeiro de tudo, por quê você me chamou aqui numa noite de Sábado?

- É Quarta de manhã. - Ele me encarou, incrédulo quanto à minha reação. A noz não poderia ser macadêmia, o Sérgio era pão-duro demais para comprar uma noz cara para o escritório dele. Teria que ser uma noz mais barata, como... Macadêmia, se ela for barata.

- Bem, sendo ou não sendo Sábado de noite, qual é a droga do problema? - Eu continuei mastigando a noz, que estranhamente parecia não terminar. Talvez fosse Bogno? Não, espera, isso é um tipo de árvore.
(Bogno é uma árvore?)

- Seu texto! Esse é o problema! Ele foi considerado altamente polêmico pela Igreja Evangélica, e ela quer que você seja demitido. - Eu não ouvi o que ele dizia. Estava concentrado demais na textura fina ou então grossa... Ou alguma coisa da noz. Seu gosto de vinho ou tuti-fruti (Embora eu tivesse começado a sentir um gosto único de Filet Mignon). Eu tinha que saber aonde ele comprou essa noz, mas meu orgulho nunca permitiria que eu perguntasse. Eu teria que invadir a casa dele mais tarde, e ver as despesas dele. Uma Quinta-Feira como sempre.

- Aonde você comprou essas nozes? - Meu orgulho é um covarde.

- Nozes?

- Sim, essas nozes. Ela tem uma coloração distinta, um gosto específico... É simplesmente espetacular.

- Victor, você está mastigando uma vela.

- Ah. - Eu removi a (Agora óbvia) vela da boca, observando-a por um momento. Depois eu continuei a mastigá-la, pois ela continuava tendo gosto de tuti-frutti (Ou seria Filet Mignon?).

- Victor, o que nós vamos fazer sobre o protesto contra seus artigos?

- Ugh. Se eu soubesse que você iria falar sobre isso, eu não teria deixado minha garrafa de whiskey com sua secretária.

- Secretária? - Ele me perguntou, parecendo perplexo. Ou melhor, tentando parecer perplexo. As bochechas ridiculamente grandes dele tornavam-o impossivelmente cômico.

- É, sua secretária, que abriu a porta do seu escritório para mim.

- Biancardine - Toda vez que eu fazia alguma idiotice ele me chamava de "Biancardine". Porco babaca - Você está na minha casa. Quem foi abrir a porta foi minha filha.

- A de dezoito anos com quem...

- Não, a de doze anos. Que eu nunca deixei você nem sequer ver sem usar óculos especiais. - Era verdade, ele mantinha um par de óculos na gaveta do escritório dele para toda vez que a filha dele ia visitá-lo no trabalho. Era uma coisa estúpida, eu nunca faria nada com a filha de doze anos dele. Exceto oferecer um cigarro, como todo bom cidadão.

- Eu nunca vou receber minha garrafa de volta, não é?

- E eu nunca vou ter uma filha que não seja uma alcoólatra... - Ele disse, enxugando as lágrimas.

- Então, o mesmo de sempre? - Eu sorri, sendo o mais condescendente quanto possível.

- Vá de uma vez antes que eu chame a polícia.

Eu dei um último "Até amanhã, chefe", e pulei pela janela. Eu provavelmente quebrei minha perna, e com certeza xinguei a esposa do Sérgio mais de uma vez, mas consegui me arrastar até um lugar seguro e longe da vista dos policiais, aonde passei o resto do dia tirando cacos de vidro do meu corpo.